terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dança do Ventre em SP e no RS... quais as diferenças?

Dança Oriental em SP e no RS... Quais as diferenças?
...
Muitas!!!


Com certeza a maioria de vocês pensou que este texto trata de técnicas de dança, estilo de dançar, figurinos utilizados e etc. Mas não, este texto trata de como a Dança Oriental é vista pelo público e como é o comportamento das bailarinas profissionais, professoras e alunas nos dois estados citados.
Começo dizendo que em SP existe já a alguns anos uma "febre de dança do ventre", algo muito mais intenso do que em qualquer outro estado em nosso país. Lá muitas meninas e mulheres investem em aulas e workshops para se tornarem bailarinas profissionais e muitas se tornam. Existem também as que já estão em idade mais avançada para dançarem no mercado comercial da dança, mas que fazem aulas e investem igualmente para terem uma dança de qualidade para si mesmas, para dançarem nas festas das escolas, nas mostras de dança e nos espetáculos de final de ano das escolas.

Aqui no RS tudo isso também existe, a grande diferença é que por aqui o investimento em aulas de qualidade e workshops é bem menor, pois a grande maioria das alunas e praticantes desta arte dá preferência a aulas com "mensalidades baratas" e quase não fazem workshops, não escolhem as professoras pela qualidade das aulas que serão oferecidas, nem pelo currículo de dança da professora, escolhem apenas pelo valor que pagarão pelas aulas e coisas tipo se a escola é perto de casa. Por aqui a maioria das mulheres acha que dança do ventre é "dancinha para o namorado/marido", muitas iniciam as aulas porque querem aprender a dançar para fazerem à dita dancinha para esquentar um casamento já morto ou segurar um cara que vai embora com certeza... Situação muito triste esta já comentada aqui no Blog em outro post. O verdadeiro sentido da dança é compreendido e aplicado apenas por uma minoria. Mulheres que compreendem este sentido, iniciam as aulas e aprendem a dançar para si e para se sentirem melhor com elas mesmas e com o mundo a sua volta, entrando nesta faixa vibratória a dança sempre acabam trazendo benefícios em campos como o social e o afetivo, criando ou aumentando a autoconfiança, algo que definitivamente está faltando e muito à mulherada atualmente, uma prova disso é esta crescente  "epidemia de depressão e ansiedade" que está acontecendo já a muitos anos e que parece piorar a cada ano.

Continuando a falar sobre aprendizado, por aqui mesmo as alunas que querem se tornar bailarinas, com interesse em se apresentar para o público mostram  pouquíssima dedicação séria e comprometimento com a própria evolução na dança, a grande maioria dança só nas aulas mesmo, 1 ou 2x por semana e como não evoluem no tempo mágico e milagroso que esperavam acabam se desestimulando e desistindo das aulas, algumas falam até que "a culpa é da professora" que não produziu o "milagre do méga rápido aprendizado" como elas sonhavam quando iniciaram as aulas de dança. Já em SP vemos muitas alunas nas escolas que se dedicam muito à dança, estudam muito, treinam muito e ensaiam muito as coreografias de final de ano das escolas e para concursos, a coisa lá é levada muito a sério e isso sempre me impressionou muito.

Em minha última viagem a SP participei do Festival Mosaico Brasil Egito criado e realizado por Lulu que aconteceu em sua escola a Shangrilá House em julho deste ano. Foram 7 dias de cursos com profissionais do Brasil de vários estados e também com os egípcios Gamal Seif e Khaled Seif, irmãos, bailarinos e coreógrafos de grande sucesso mundial e incrível qualidade técnica. Conhecer estes professores mudou a minha vida!!! Achei impressionante a quantidade de aulas e de participantes em todos os cursos, vi participantes profissionais já consagradas ao lado de suas alunas, alunas da Shangrilá e de alunas de outras escolas, vi também admiradoras da dança que estudam quando podem e não pertencem a nenhuma escola, mas se dedicam com muita seriedade ao estudo da dança. Isso me chamou muito a atenção, porque por aqui não vemos isso, infelizmente. Por aqui muitas vezes nem mesmo professoras fazem cursos regulares de aperfeiçoamento e nem mantém um ritmo de estudo como é o de SP.

 Enfim, em SP há um mundo inteiro funcionando a serviço da Dança do Ventre, de escolas de dança, workshops, festivais de dança, espetáculos, concursos e apresentações comerciais em bares e restaurantes. Aliás, este é um dos pontos principais que quero comentar com vocês.

Em SP existem muitas, mas muitas bailarinas que dançam comercialmente, dançam em bares e restaurantes semanalmente por um cachê. Estas apresentações podem ser acompanhadas de música ao vivo, e aí entram as orquestras e bandas como as do Sami Bordokan e Tony Mozayeck. Lá isso é super comum, já aqui no RS, dançar com música ao vivo é tipo raridade, algo a ser muito festejado pelas bailarinas. Em Porto Alegre existe um grupo de músicos chamado Oriental Beat que vem desenvolvendo um belo trabalho divulgando a música oriental, uma grande iniciativa, pois existem pouquíssimos músicos aqui trabalhando profissionalmente com a Dança Oriental.

Falando neste "circuito comercial da Dança Oriental" mais uma grande diferença entre os estados é que em SP existem muitas, mas muitas bailarinas dançando assim, enquanto que aqui no RS são bem poucas as que seguem esta linha profissional da dança.

Em SP o local mais famoso por apresentar a Dança Oriental é sem dúvida a Casa de chá Khan el Khalili que completa 30 anos de atividades no Brasil este ano, somente por esta informação dá para compreender a diferença que me refiro desde o início deste texto.

É claro que o fato de SP ser um estado que tem uma grande colônia árabe muito presente e atuante na sociedade faz toda a diferença, com certeza este é o principal motivo de a Dança Oriental ser tão presente por lá.

Em nosso estado temos também a presença de árabes na sociedade, em Pelotas, cidade onde se localiza meu Studio de Dança, há muitas famílias árabes de prestígio atuantes na sociedade, mas, não vejo uma apreciação regular da dança ou da música como acontece em SP.

Outra diferença que percebo é que por aqui a maioria das bailarinas de Dança Oriental não vive da dança, elas têm um "emprego formal", ou seja, o que paga as contas e a dança é levada em segundo plano porque por aqui não temos o mesmo mercado comercial que há em SP.

Viver da dança como professora também é algo raro por aqui, a maioria tem uma profissão com carteira assinada e benefícios, a segurança para manter o orçamento mensal de gastos e em segundo plano ministram aulas em academias de ginástica ou musculação que oferecem aulas de dança.
Quando a situação é um pouco melhor conseguem ministrar aulas em alguma escola de dança que ofereça uma mínima estrutura de sala de aula e etc.
Raras conseguem ter sua própria escola de dança e então poder criar e oferecer um espaço de aulas decorado ao estilo árabe e estrutura específica para a dança do ventre. Ainda assim, apenas uma minoria consegue ter projeção e reconhecimento, ter a dança como sua única ou principal atividade, ministrando aulas regulares e cursos de formação.

Orgulhosamente me incluo no grupo destas guerreiras vencedoras!!!

Já em SP existem milhares de escolas de dança especializadas em Dança Oriental, escolas e empresas que possuem centenas de alunas que buscam se profissionalizar na dança para se tornarem bailarinas e dançarem no circuito comercial e também se tornarem professoras.

No momento existem muitos cursos ditos profissionalizantes e isso mostra a preocupação que as futuras bailarinas têm ao estudarem a dança por lá.

Em nosso estado algumas ótimas iniciativas estão sendo criadas, também me incluo neste grupo e desde o ano de 2012 iniciei meu curso de Formação de Bailarinas.
Em SP, famílias inteiras trabalham em função Dança do Ventre, é um grande negócio, sério e lucrativo. A Dança oriental proporciona a estas pessoas um trabalho formal e muito bem remunerado, existem muitas empresas que criam e vendem o sonho e o glamour da Dança Oriental, coisa que por aqui também não temos.

Apenas poucos revendedores trabalham com os acessórios da dança, que é vendido em grande maioria de maneira informal nas próprias escolas e pelas professoras.

Fica claro que mesmo com as iniciativas que temos por aqui ainda estamos anos luz da popularização e apreciação que a Dança Oriental tem em São Paulo. É claro que temos bailarinas, professoras e músicos de qualidade, mas estou falando em quantidade, visibilidade na mídia e atuação de profissionais.

Como tudo na vida tem dois lados, o positivo e o negativo, eu diria que o lado negativo seria a pouca visibilidade que a Dança Oriental tem por aqui e o lado positivo seria uma aura da Dança Oriental mística, sagrada e holística que não se vê muito em SP.

É claro que os "ataques de lantejoulismo e superego" que já se tornaram inseparáveis do mundo Bellydance.

Creio que o pior lado comercial da Dança Oriental é a criação de exércitos de clones e cópias de professoras famosas que rolam em SP, também à guerra de bailarinas por vagas fixas para dançarem em Bares e Restaurantes.

Como a oferta de bailarinas por lá é bem grande isso acabou por gerar uma sobra de bailarinas e uma desvalorização do valor do cachê pago por cada apresentação em relação à, por exemplo, uns 10 anos atrás.

Em locais de SP, como bares noturnos, a dança é apresentada aos seus clientes como um tira gosto, veem as bailarinas apenas como mais um produto da casa, algo que pode gerar lucro, não valorizam a dança em si, mas os corpos das bailarinas e dão preferência a bailarinas jovens e magras, desprezando muitas bailarinas talentosas que não se enquadram neste biótipo Bellydance.

Quem conhece os bastidores deste "bellymundo" de lá sabe bem do que estou falando, muitas passaram por esta experiência e resolveram sair.

É claro que nada pode ser generalizado, existem sim, lugares ótimos para se dançar onde as bailarinas são tratadas como estrelas, se dão bem entre si, são bem pagas e valorizadas pelos proprietários destes locais.
 Eu particularmente não tenho interesse no mundo comercial dança/bar/restaurante, meu foco de trabalho sempre foi e é a dança/palco/festivais de dança/espetáculos/ensino.

Isso não quer dizer que eu despreze quem vive de dançar em bares, apenas não é meu ideal de trabalho com a dança. 

O respeito às diferenças deve existir sempre, o que não dá para aturar são bailarinas que vendem sua dança de maneira antiética e vulgar, denegrindo a imagem de todas as outras bailarinas sérias que vivem a dança como forma de expressão e arte, de maneira ética e profissional, estudando e se aperfeiçoando sempre, levando os benefícios da dança para muitas mulheres e meninas.

Sou proprietária do meu próprio Studio de Dança, criado desde 2009, e a cada ano que passa meu trabalho vem sendo já reconhecido não só no meu estado que é o RS mas em vários estados do Brasil.

Através de muito estudo, determinação e profissionalismo meu nome tem se tornado referência em Dança Oriental de qualidade e excelência em didática. O caminho não é fácil, mas a jornada é maravilhosa.

Em março deste ano me formei em Administração de Empresas e venho aplicando todos os conhecimentos adquiridos na faculdade para que meu Studio se torne mais do que um ótimo espaço para a prática da Dança do Ventre, estou fazendo com que se torne também uma empresa sólida.

Tenho muitos projetos no momento, alguns já estão em prática e outros ainda estão em fase de aprimoramento.

Venho desenvolvendo um trabalho com muito respeito à cultura egípcia e árabe e com muita responsabilidade em relação à Dança Oriental.

Os frutos já estão sendo colhidos e posso dizer com muita alegria e orgulho que sim, eu sou bailarina, professora e coreógrafa de Dança Oriental e sim esta é minha profissão e é minha única atividade profissional, meu único emprego.

Sou uma profissional feliz e realizada, pois minha paixão, meu amor e minha dedicação a esta arte são os diferenciais em meu trabalho e são também o meu sucesso nesta profissão.

Um dos meus projetos para 2013 será um curso voltado ao lado administrativo de escolas de dança, com um conteúdo de muita qualidade onde as participantes terão noções de Plano de Negócio, Marketing digital, Gestão de Pessoas, Controle Contábil e muitos outros assuntos importantes para as professoras que pensam em criar, manter e tornar rentáveis seus próprios espaços de dança.

Creio que esta visão administrativa e de negócios seja também outro grande diferencial entre a Dança Oriental aqui no RS e em SP, pois a própria divulgação das escolas e bailarinas mostra como elas levam isso também muito a sério lá, elas investem nisso.

É claro que estas são minhas impressões pessoais sobre a presença da dança e as diferenças desta presença entre os dois estados, daqui a um ano ou mais de repente minha visão mude ou talvez com o surgimento de novas profissionais na dança ou o meu conhecimento de algumas que desconheço hoje mude meu conceito.

É claro que também não estou dizendo que aqui não existem bailarinas e professoras sérias e com visão empresarial, minha impressão pessoal é de que estas são uma minoria, mas esta realidade pode ser modificada, estamos todas aqui para “evoluir”, o Sol nasce para todas, o que cada uma faz com os raios que recebe é a grande diferença. Não roubo os raios de ninguém, eu produzo minha própria luz.

Este texto nasceu em uma madrugada de estudo, vídeos, sites, textos e tive vontade de compartilhar minhas impressões com outras bailarinas e pessoas interessadas na Dança do Ventre como arte. Era para ser um pequeno post que acabou se tornando bem mais extenso e parece que sempre haverá o que falar, por isso, devaneios à parte encerro por aqui.


Gratidão a você que leu minhas palavras, se você veio parar aqui com certeza não é por acaso.


As linhas das nossas vidas se cruzaram, que sejamos Luz & Amor!





Janahina Borges
Bailarina, coreógrafa, Professora de Dança Oriental.
Proprietária do Studio ISHTAR – Núcleo de Harmonização Feminina

Autora do e-book RITMOS ÁRABES.










Sumida... mas voltando!! :)

Olá pessoal
ando muito sumida aqui do Blog, peço desculpas, mas é que ando em um período de muito trabalho em meu Studio de Dança, Graças á Allah né... e também estou preparando minhas alunas para participarem do Festival de Dança do ventre do Rio Grande do Sul, então a correria está lokaaa!!! mas ótima, com muitas realizações profissionais, reconhecimento e retorno financeiro...
Mas prometo que nos próximos dias muitas novas postagens com temas interessantíssimos estarão sendo publicadas ok...
Bjsss 
:)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Voltando à ativa... :)

Olá pessoal,





Então... eu estive fora muito tempo, gestação, aulas, concursos, festivais de dança, bebê, fraldas e mais fraldas, amamentação...








volta às aulas, novo espaço de dança, reabertura, divulgação, divulgaçã, divulgação...








é esta vida de artista brasileira mãe esposa empreendedora bailarina profesora marketeira e mais mil e uma utilidades que tenho não me deixaram tempo para escrever aqui no blog mas a saudade ja estava grande e cá estou voltando à ativa para nossos papos virtuais sobre todos estes mundos que acabei de descrever...

Então vamos lá:

1º - vou contar a vcs como foi o Festival Mosaico Brasil Egito de Lulu Brasil que ocorreu neste mês de julho em Shangrila House, 7 dias de cursos com professoras e professores brasileiros e também com os egípcios maravilhosos os irmãos Gamal Seif e Khaled Seif!!! foi maravilhosooooooo!!! participei pela 1º vez, esta é a 2º edição, e valeu a pena a viagem longa e cansativa, foi tudo incrível!!! em breve coloco os videos aqui para compartilhar com vcs ok, vou criar um post só para o Festival.
2º vou voltar a escrever sobre minhas impressões sobre a dança oriental em minha vida como esudante eterna e pesquisadora voraz, inclusive este mês saiu do forno quentinha minha apostila de ritmos árabes, algo que criei a principio como um manual prático para minhas alunas em 2010 e em 2012 eu editei acrescentando mais conteúdo e modéstia a parte ficou maraaa!!! 

Também em 2008 iniciei uma apostila de dança do ventre, que foi impressa em 2012 também e acho que o resultado foi muito legal. Depois do bum do Glossário da Suheil, que é ótimo, eu finalmente consegui baixar o meu, porque no meu pc nuncaaa baixava, afff, mas então depois comparei com a minha apostila para ver se eu não tinha colocado algo tipo nadavê né...kkk... mas então não vou dizer que foi surpresa estar tudo ok, mas foi surpresa que minha apostila tem um nível de conteúdo ótimo!!! e eu pensava nela sempre como um manual simples sabe, mas gente ficou muito legal!!! e a cada semana eu tenho novas idéias para editar, ampliar e melhorar sempre.
Como sou muito perfeccionista (leia-se=chataaa...kkk...) antes de eu imprimir a apostila de ritmos acabei acrescentando um texto sobre a história da música árabe e não somente os ritmos e a explicação como estava, achei imprescindível isso, procurei mais uma vez por profissionais da dança que tivessem conhecimento sobre o tema e para minha alegria encontrei Marcia Dib, bailarina, professora, pesquisadora e Mestra em cultura árabe. Foi ume bela surpresa, ela elogiou minh iniciativa em levar para minhas aulas e para minhas alunas algo a mais do que a teoria de sala de aula, leu meu texto, me passou alguns feedbacks, foi maravilhosa comigo! então tive mais uma idéia: pedi a ela que escreve o prefácio da apostila, pois resolvi dar um visual mais robusto a ela e não somente um manual simples, para minha alegria ela aceitou gentem!!! que maravilha né? agora vou começar a modificar o layout e pesquisar a possibilidade de uma impressão mais legal...

:)

Então por hoje era isso que eu queria compartilhar com vcs, próximo post: cursos de formação de bailarinas, tarab, baladi (work do Gamal Seif), e muito mais...
Ahhh, como me formei em Administração de empresas em março deste ano e estou aplicando todos os conhecimentos que adquiri na faculdade no meu Studio de Dança, pensei em também criar textos com dicas administrativas para as profes que já tem sua própria escola de dança ou para as bailarinas que querem abrir seu prporprio espaço, o que vcs acham deste tema??? feedbacks ok...

Bjsss

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dança do Ventre x Inovação


A tempos venho filosofando comigo mesma pensando nos rumos que a Dança do Ventre tomou e vem tomando não só no Brasil, mas em todo o mundo.

Dança do Ventre X Inovação, atualmente passa por dois caminhos perigosos:
1- A descaracterização da dança;
2- A falta de personalidade e a escolha por se tornar uma cópia de uma famosa. 

Infelizmente o ato de se tornar uma cópia perfeita de bailarinas famosas impera, cópia das top do mundo todo. Juro que não consigo compreender porque alguém escolhe se tornar uma cópia ao invés de se tornar uma bailarina.

Além de cópia de estilo de dançar existem também as cópias de coreografias. 

Particularmente acho cópia coreográfica um vexame completo, além de ser totalmente antiético e antiprofissional.

Fico impressionada, como pode uma bailarina que faz anos de dança, que se forma em cursos de bailarina ou de professora ter a coragem de fazer apresentações solo e de grupo com cópias de coreografias. 

Cadê a criatividade minha gente? Se inspirar...tudo bem... agora copiar uma coreografia, ou várias sequencias, tipo 80% ... É muito triste!

Usar a mesma música e até figurino igual "pelamor de Jesuisss" né... dói!


Já perdi as contas de quantas vezes vi com meus próprios olhinhos coreografias plágio recebendo premiação de 1º lugar em concursos no estado onde moro, que é o RS. Não sei ó que é pior: A cara de pau de quem leva uma cópia de coreografia para um evento e concurso, ou a falta de ética e conhecimento de quem julgou. Aí você me pergunta: Mas e se a jurada não conhece a coreo copiada? Gente,  quem no mundo bellydance já não sabe de cor e salteado o DVD da Jillina - BDSS em Paris? Pois é, é a bíblia da DV, todo mundo conhece. 

Então, eu já vi várias daquelas coreos em festivais de escolas e até concursos em meu estado.

E o estilo argentino? Segundo mais copiado no Brasil, depois em 3º vem o egípcio.

Para piorar a situação, de outro lado vemos coreografias inovadoras até demais, tipo descaracterizando total e geral a DV... pooo... não dá pra chegar no meio termo hein? afff... Até “Belly Can Can “ tem...  Sorry! Não curto!

Agora a moda é pena, pluma, figurino carnavalesco, burlesco, mini saia, méga fendas, tecidos que dão a impressão que se está pelada, véus com lâmpadas, e por aí vai...

E assim o preconceito de que DV é só uma "dancinha erótica e exótica" vai se perpetuando né ... também vão querer o que? 

Bailarinas que apresentam uma dança clássica e que interpretam os grandes clássicos da música árabe são a minoria! As que se atrevem muitas vezes são friamente criticadas, chamadas de "sem graça" pelas atuais bellydancers estudantes e até por outras profissionais.

Tá... tudo bem, usar um acessório que dê uma impressão visual legal em palco é válido sim, quem sabe algum dia eu use também o véu wings de lâmpada... kkk... 

Mas, o problema é a falta de qualidade na dança ... só acessório chique e figurino caro não fazem milagre né. 

O problema é que a inovação atual está em desequilíbrio e a falta de criatividade esta criando as cópias.

No meio do turbilhão de tudo isso ainda existem bailarinas e professoras que não perderam sua lucidez e nem bom senso, continuam criando, sim, criando coreografias, conceitos para espetáculos, criando figurinos interessantes sem serem vulgares, criando novas técnicas de didática e ensino da dança, tudo com qualidade e inovação equilibrada, mas sem banalizar a arte da Dança do Ventre já tão sofrida.

Fico muito feliz por me achar entre estas que seguem o tradicional, faço questão de ser autentica, mesmo que me considerem antiquada ou fora de moda, sem graça, ou qualquer outro adjetivo maléfico. 

Ultimamente tenho queimado minha cabeça, pensando em novas formas de ensino da dança, estou investindo minhas energias no compartilhamento das bases da DV, a cada curso e plano de aula que crio eu aperfeiçoo a mim mesma, como bailarina e como professora.

Minha formação em dança se iniciou pelo balé clássico e contemporâneo, então minha dança sempre teve esta influência em minha postura, mas nunca descaracterizei a Dança Oriental, não me incluo nas atuais “Belly Baléticas”.

Reconheço e me orgulho do diferencial em minha dança que é a postura, a leveza, a feminilidade, a fluidez, a interpretação e o encantamento que provoco enquanto danço. Eu reconheço o meu valor, valorizo meus pontos positivos e permaneço humilde em minhas limitações. Considero que o estudo de uma bailarina deve ser eterno.

Não executo movimentos circenses e nem acrobáticos, eu uso movimentos básicos, trabalho leitura musical, expressão facial e corporal em equilíbrio.

Ultimamente tenho estudado novas formas de uso dos braços, novos movimentos para deslocamento, novas sequencias, técnicas de quadril, sempre respeitando esta dança milenar, vender minha alma, sem perder minha essência. 

Esta viagem pessoal tem me rendido ótimos frutos, muitas experiências e vivências gratificantes, me sinto plena e tranquila ao dançar. Não danço para impressionar ninguém. Eu dança para emocionar.


A evolução pessoal em todas as áreas do conhecimento é com certeza o maior objetivo de todos os seres, como chegamos lá é o X da questão!




E você, em que parte da jornada você se encontra?













Janahina Borges

Bailarina, Coreógrafa, Professora
Campeã Brasileira e Sulamericana de Danças Árabes
Criadora do Projeto RITMOS ÁRABES
Membro do Conselho Internacional da Dança - CID member nº 21134





SITE:

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher



Feliz Nosso Dia!!!

:)

Deixo aqui um presentinho:

Parabéns...


à todas as minhas amigas pessoais

minhas amigas virtuais

minhas amigas leitoras do blog

minhas alunas

minhas cunhadas
minhas tias,
minha avó,
minhas primas,
minha irmã,
minha sobrinha,
minha mãe

Feliz Dia Internacional da Mulher !!!

Parabéns a Todas nós, 
mulheres guerreiras e lindas!!!


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dança do Ventre & Espiritualidade Feminina



Em busca de uma nova vida...

Este é o título de um livro maravilhoso que li em janeiro de 2011 quando estava com 8 meses de gestação e estava me preparando para o meu grande momento: dar à luz ao meu segundo filho. Este livro foi publicado em 2010 pela editora Vida & Consciência.








Resumo do livro:
Egito, 600 a.C. Uma jovem ambiciosa e sem escrúpulos faz de tudo para se tornar uma grande sacerdotisa; aprende a magia dos cinco elementos, transformando-se em uma mulher forte e destemida. A vida quer que ela aprenda as verdades universais e, em nova reencarnação, terá de reconhecer que a verdadeira vitória é do mundo interior.

E assim, Dalilah parte em busca de uma nova vida.
Gostou? Pois é, eu também!!! Aliás amei...


Pois bem, li o livro... li não... devorei!!!  E digo a vocês que ele é sensacional!!! Sim, ele conta a história de uma mulher que sonhava em se tornar sacerdotisa em um Templo dedicado ao culto de Astarto (Um dos nomes da deusa Isis), considerada como a deusa da fertilidade, do amor e da prosperidade.

Para melhor compreenderem a história sobre a origem desta deusa e sua grande importância aqui vai um resumo:

..."Esta divindade bíblica é uma herança dos povos da Suméria e da Acádia (Gênesis 10:10) onde Astarte era chamada Inanna e Ishtar.

Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada Afrodite e Hera, enquanto que para os egípcios era chamada Isis, ou como outros defendem, Hator."

Já entre os cananeus e fenícios era chamada Astarte ou Asterote.








 Então para que se deliciem com a história tanto quanto eu me deliciei aqui vai apenas uma amostra, um pequeno trecho do início do livro:

..."Ainda de costas, ergui-me, e os instrumentos de percussão soaram. Os músicos saíram de trás do altar e postaram-se formando fila à minha frente. Lindos etíopes! Negros e quase nus batiam com força e cadência; o som era sensual e um arrepio tomou conta do meu corpo. Comecei a mexer o quadril na mesma cadência; segurei as pontas do véu com os dedos e o deixei escorregar lentamente. Eu dançaria para Astarto e a ela ofereceria o sacrifício de meu corpo."

E então... arrepio total né??? E o mais incrível de tudo isso, fora a história maravilhosa e envolvente, vocês não vão acreditar!

Algumas pessoas não irão acreditar mesmo, mas outras com mente aberta como eu sim!

Bem vamos acabar com o suspense... kkk...aqui vai...preparem-se...
...
...
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O livro é psicografado!!! 
É isso mesmooo...

Psicografado por Ana Cristina Vargas, pelos espíritos Layla e José Antônio

 Sei que muitas pessoas não acreditam em espiritualidade, vida após a morte, sobrevivência da alma... bem...eu acredito!!! E não é de hoje não... sou espírita da 4º geração pela família materna, estudo a doutrina a anos, leio livros, assisto a palestras e tento aplicar à minha vida os conceitos de amor universal e de respeito a todos os seres vivos, humanos e não humanos, tentando sempre viver o bem e de bem com a vida.

Agora imaginem a minha surpresa ao me deparar com este livro, eu bailarina, professora, estudiosa e eterna aprendiz da arte da Dança Oriental, encontrar um livro que une minhas duas maiores paixões: A dança do Ventre e o Espiritualismo...

Pois bem, eu tinha que dividir com vocês esta descoberta, uma fonte de estudo sobre a dança vinda direta da fonte, de uma dançarina que praticava a dança em rituais de louvor à natureza e a grande Deusa, a grande Mãe, coisas que todas nós estamos cansadas de ler por aí em blogs e sites falando sobre a origem da dança e etc...agora imaginem ler o testemunho de uma mulher que viveu isso tudo de verdade e conta em detalhes como eram os rituais, as danças, as oferendas à deusa...fora que a história de vida desta mulher é um grande exemplo de evolução moral e espiritual, através de muitos erros sempre por culpa da vaidade e do orgulho, grandes defeitos humanos que persistem até os dias de hoje. 

O relato e os detalhes sobre a vida no templo e o que as sacerdotisas faziam para manter o templo são impressionantes!!! E sim, algumas sacerdotisas se prostituíram para manter o culto a deusa, isso para mim foi decepção total, mas a grande maioria delas realmente acreditava que sua atividade era "sagrada".

Algumas queriam apenas o status e a boa vida no templo, o que não se pode recriminar, pois nem todas tinham forças para viver no deserto, passando fome, calor de matar ao sol escaldante, e frio de matar a noite, sendo atacadas a qualquer momento por uma tribo inimiga e tendo que se tornar escrava ou ser assassinada...é minha gente...a vida no deserto não era este sonho orientalista que muitas vezes imaginamos... Então a ideia de que a Dança do Ventre sofre preconceito por causa da divulgação nos filmes americanos sobre sheiks e haréns não é a única verdade, a culpa não é só deles, a coisa é bem mais antiga.

Dalilah, descreve muitas coisas que são de nosso interesse de estudo, entre elas uma dança ritualística:

..."Lentamente, ao ritmo cadenciado, e, imitando movimentos de serpentes, comecei a desenrolar; primeiro as mãos, em concha, foram se erguendo; depois os braços; a cabeça."

Outro trecho surpreendente é:

..."os judeus, seguidores do deus de Davi, nos repudiavam e culpavam-nos, de início, pela tolerância do sábio Rei Salomão ao culto de Astarto, mas depois que ele ergueu o templo, com todos os requintes de beleza e luxo e não somente permitia como participava de nossos rituais queimando incensos e fazendo sacrifícios à nossa deusa, eles passaram a nos hostilizar abertamente."

Além de todas essas informações sobre a Dança do Ventre e sobre a vida no templo, Dalilah também fala sobre a vida nos haréns! Gente, tem coisas inacreditáveis!!! Mas não vou contar mais nadinha...agora quem tiver interesse compre o livro e leia, acreditando ou não em sobrevivência da alma após a morte, a leitura deste livro é uma experiência que toda bailarina de Dança do Ventre deveria ter, e tenho certeza de que vai adorar.

Ahhh... E para fechar com chave de ouro deixo uma frase que me impressionou muito:

..."A mulher precisa de mais aptidões do que a sensualidade."
..."Houve um tempo em que as mulheres não eram tratadas como coisas, não eram propriedade, nem eram tidas como filhas do demônio ou do pecado. Eram senhoras da vida e nas sociedades que governavam a fala e a escuta tinham grande papel em qualquer decisão, tanto interna como externa."

Sobre a autora – Ana Cristina Vargas nasceu em Pelotas (RS) e, na mesma cidade, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pelotas. Atua nas áreas do direito civil e de família. É fundadora e atual presidente da Sociedade de Estudos Espíritas Vida. Aos 17 anos iniciou o estudo da doutrina espírita e deste então a psicografia faz parte de sua vida, mas foi no ano 2000 que começou a psicografar os livros de seu mentor espiritual José Antônio. 

Mais esta surpresa maravilhosa para mim, a médium que psicografou o livro é natural da mesma cidade que eu.

Para encerrar, com certeza muitas de vocês estão ansiosas querendo saber onde comprar este livro né mesmo? É facinho, joga no Google o nome do livro e vai aparecer muitas opções de livrarias que vendem pela internet, ou corre numa livraria pertinho de casa.


Se quiserem debater o tema é só entrarem em contato ok...agora irei iniciar a leitura do segundo livro, bah... acho que esqueci de falar né?! É uma trilogiaaa, olha que maravilha!

No segundo livro Dalilah passa a chamar-se Verônica, vive no apogeu do Império Romano.

Ficou curiosa? Mas este é tema para novo post...



Luz & Amor,

Janahina Borges









quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dança dos Sete Véus - Workshop

Workshop 





A Dança dos sete Véus
Existem muitas versões sobre a origem da Dança dos sete véus, dança cercada de mitos e lendas, mas sua verdadeira origem se perdeu no tempo através dos séculos.

Existem diversas teorias a respeito da origem desta dança e a versão divulgada e mais aceita no mundo da dança oriental é de que esta dança inicialmente tinha caráter ritualístico e era praticada por sacerdotisas egípcias nos Templos de devoção à Isis, deusa da fertilidade e da prosperidade.

A partir do século XX a dança dos sete véus passou a ser executada como forma de expressão artística em forma de dança e teatro.

Além de seu caráter artístico e ritualístico, atualmente, a dança dos sete véus vem sendo utilizada em caráter terapêutico para promover harmonização feminina através da energização e alinhamento dos chacras que são pontos de energia do nosso corpo. Existem muitos destes pontos de energia, mas sete deles se destacam.

A proposta de execução para a dança dos sete véus neste workshop é artística e terapêutica, aliando o estudo dos sete chákras com técnicas de Dança do Ventre.

O ritual da retirada e o cair de cada véu significaria o despertar da alma da mulher para uma nova consciência espiritual de si mesma, da vida e do mundo a sua volta.

Desta forma a harmonia que se gera no corpo transcende para uma harmonização geral em todos os setores da nossa vida como o Familiar, Social, Sentimental e o Amoroso.

Qualquer mulher pode participar deste workshop e não é necessário ter experiência anterior em dança.

Para as que já possuem experiência em Dança do Ventre existe a possibilidade de realizar um curso de aperfeiçoamento em Dança Oriental e adquirir uma coreografia para ser utilizada em eventos e concursos.

Este curso pode ser realizado no formato presencial ou online e pode ser feito em grupo ou individual.



Permita-se viver esta experiência. Você nunca mais será a mesma!






 Janahina Borges
55(53) 8109.0869
janahinaborges@gmail.com